sábado, 4 de junho de 2011

Juventude sisaleira ganha espaço na internet para divulgar suas ações

A juventude do Território do Sisal ganhou um espaço na internet específico para expor suas ações. O blog Alô Sisal (www.alosisal.blogspot.com), de autoria do estudante de jornalismo, Josevaldo Campos, tem o objetivo de divulgar as experiências de comunicação desenvolvidas pelos jovens da região, e proporcionar a multiplicação destas iniciativas.

Segundo o responsável pelo trabalho, a ideia de fazer o blog surgiu a partir da ausência de um canal de informação específico para a juventude e que conseguisse divulgar as iniciativas para fora dos municípios onde estas ações acontecem. “A região tem uma juventude articulada, que é referência internacional de protagonismo, e que desenvolve projetos que podem servir de experiência para outros estados e países. Através de uma rede de contatos que está sendo criada, estas iniciativas vitoriosas serão divulgadas no mundo todo, o que ampliará, inclusive, as possibilidades de financiamento de novos projetos”, explica Josevaldo.

Com apenas dois meses no ar, o novo canal de informação já é acessado em países como Estados Unidos, Alemanha e Rússia, resultado, inclusive, de divulgação nas redes sociais disponíveis. O blog reúne textos curtos e de fácil leitura, mesclados com vídeos e fotos. “A ideia é que a partir do segundo semestre os Coletivos de Jovens da região sisaleira assumam a gestão desse espaço, e ampliem o foco das postagens para além das experiências de comunicação”, acrescenta o responsável.

O blog foi criado para ser apresentado como trabalho de conclusão do curso de jornalismo, mas nasce com uma proposta muito mais abrangente e ousada. O autor do trabalho, Josevaldo Campos, 24, nasceu na cidade de Lamarão (BA), que pertence ao território sisaleiro, e desde 1994 mora em Salvador, mas nunca perdeu o vínculo com a região, para onde, agora, foca seu trabalho acadêmico como forma de contribuição. Ele atua junto com os Coletivos de Jovens de municípios como Tucano, Euclides da Cunha, Retirolândia, Valente e Santaluz, dentre outros.

Fonte: Divulgação

terça-feira, 19 de abril de 2011

Shows do Erecom Salvador serão abertos ao público a 10 reais

Quem optou não sair de Salvador no feriadão e estava sem programação, segue uma boa dica. Os shows que acontecerão nas noites de 20 a 24 de abril durante o Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação Social (Erecom) serão abertos ao público. Os ingressos, que podem ser adquiridos no local (Ucsal Lapa), serão vendidos a 10 reais cada noite e o valor arrecadado será utilizado para ajudar no custeio do evento.

Os shows, que fazem parte da programação do Encontro, serão noites temáticas, tendo dois cantores homenageados por noite e muita festa, uma excelente oportunidade para conhecer pessoas de outras cidades da Bahia e de outros estados. Veja abaixo a programação ou acesse o blog para saber também como participar do evento completo.

20/04 (quarta)
Noite do Forró
Homenageados: Carmélia Alves e Luiz Gonzaga

21/04 (quinta)
Noite do rap / reggae
Homenageados: Edson Gomes e Nega Gizza

22/04 (sexta)
Noite do samba
Homenageados: Riachão e Juliana Ribeiro

23/04 (sábado)
Noite afro
Homenageados: Neguinho do Samba e Mãe Stella de Oxossi

24/04 (domingo)

Noite da micareta
Homenageados: Sarajane e Armandinho

sexta-feira, 25 de março de 2011

Abertas as inscrições para o Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação

Os estudantes de comunicação social que desejarem participar do Erecom Salvador 2011 já podem realizar sua inscrição. O valor divulgado da pré-inscrição é de R$50,00.

O evento acontece em Salvador de 20 a 24 de abril, na capital baiana. O tema escolhido para direcionar o debate é A Comunicação como Instrumento de Combate e Superação às Opressões.

Durante o encontro, os participantes estarão envolvidos em palestras, vivências pela cidade e espaços especiais de debate, além de participarem das atividades culturais que ocorrerão todos os dias à noite.

Você pode conferir a programação do evento e das noites culturais e saber mais informações sobre como se inscrever através do blog do evento: www.erecomsalvador2011.blogspot.com

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Reciclando ideias

Poucos dias atrás eu não pude deixar de pensar sobre o ato retrógrado de jogar lixo nas ruas. Eu estava em um ônibus coletivo quando, inesperadamente, uma passageira sentada no assento na minha frente virou-se para trás e, utilizando “minha janela”, arremessou uma lata (acho que de refrigerante) para o lado de fora do veículo. De tanto já ter presenciado cenas iguais a essa, elaborei uma metodologia que, aparentemente, parece infalível. Cada vez que eu perceber que alguém vai se livrar do lixo da forma mais incorreta possível, eu pedirei antecipadamente o objeto e guardarei para colocá-lo em local apropriado para coleta. Só esta ação, por si só, já poderia funcionar e fazer com que a pessoa pensasse duas vezes na próxima ocasião. Sem precisar usar uma só palavra. Infelizmente ainda não fiz meu primeiro experimento, de forma que venho a compartilhar com vocês, para que possam ajudar o meio ambiente e a nossa saúde. Pratiquem!

Fazer com que uma pessoa entenda a importância de não se jogar lixo nas ruas não é uma tarefa fácil. Parece que enquanto ela não visualizar o resultado prático de tal atitude, enquanto não fazer nenhum sentido para ela, não fará diferença. Foi assim comigo. Eu ouvia o alerta via professores, televisão, rádio... Mas uma mensagem sempre passada de forma vazia, descontextualizada; sem sentido. Até que tive a oportunidade de conhecer uma pessoa incrível, uma educadora, que, través de uma fórmula simples, objetiva e clara, mostrou-me a importância da atitude. Fórmula é modo de dizer; na verdade, do que me lembro, ela apenas comentou em uma das atividades que tivemos o quão absurdo e feio era alguém jogar lixo nas ruas. Nesse caso, em especial, foi por uma questão de bom senso estimulado, digamos.

Outra experiência inesquecível e enriquecedora foi durante uma viagem à cidade de Paulo Afonso, na Bahia. Lembro-me que, em conversa sobre a administração municipal com o então prefeito da cidade, fiz alguma pergunta para ele que, certeiro, arriscou responder com um sábio questionamento.

 - Você sabe qual é a cidade mais limpa do mundo?

Naquele momento, viajei pelas cidades mais famosas do mundo, nos seis continentes, e, não chegando a lugar algum, fui interrompido por uma garotinha que também estava na viagem e, certamente, apreciava a cena e via minha agonia.

 - Eu sei.  Posso responder?

O silêncio geral que se fez a autorizava a continuar. E ela, muito inteligente, percebeu.

- É aquela que menos se suja. 

Fui o primeiro a aplaudir, emocionado e meio desconcertado. Ela foi certeira.

Depois destas duas experiências a primeira coisa que percebi foi o quanto as cidades careciam de caixas coletoras nas ruas. O jeito era usar a sacola e os bolsos das roupas até encontrar um local mais adequado para me desfazer do lixo.


Muitos problemas seriam resolvidos, ou pelo menos minimizados, se não jogar lixo nas ruas fosse uma prática coletiva. Os alagamentos maximizados pela obstrução de canais, córregos e afins, por exemplo, é uma consequência corrente nos períodos de chuva. Poluição do meio ambiente também está na lista.

Se você é um (a) daqueles (as) que ainda joga lixo nas ruas, mude. Experimente a sensação gostosa de levar seu lixo até em casa e jogá-lo no local adequado. Mas se isso já é uma atitude constante sua, torne-se, agora mesmo, um educador, mostrando para as pessoas a importância de preservar o nosso ambiente.
Seja lá como for, o importante é ficar com a consciência limpa!

Josevaldo  Campos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Escolas de samba do Rio choram a 30 dias do carnaval

Vi, com tristeza, às 06h30 de ontem (07), o fogo destruindo os galpões da Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Estive no local poucas semanas atrás, e, na oportunidade, visitei também a quadra da Portela, em Madureira, bairro do subúrbio da cidade, como narrei aqui em Retratos Avessos. Foi uma emoção muito grande sentir a energia daquele lugar, todo ornamentado com as cores azul e branco, e a empolgação e carisma dos anfitriões daquela escola. Ontem, a emoção que senti foi triste. O azul e branco cederam lugar para um cinza poluído.

Eu me preparava para deixar o apartamento de um hotel onde eu estava, numa cidade do interior da Bahia, quando vi as imagens iniciais da tragédia pela televisão. Chorei, com todo o sentimento de quem apreciaria e torceria, pela primeira vez, para uma escola de samba do Rio de Janeiro. Era como se eu tivesse feito parte de toda a história daquelas escolas, que tivesse dedicado cada minuto do dia e da noite nos últimos meses para a construção de sonho colorido e festivo. De fato, só restava lamentar.

A decisão de não rebaixar nenhuma escola esse ano e de não julgar os grupos prejudicados (Portela, União da Ilha e Grande Rio) é justa e favorecerá, ainda mais, o espírito carnavalesco. E, embora seja uma informação importante para se evitar problemas futuros de mesma natureza, identificar a origem do incêndio tentando apontar a escola responsável, nesse momento, não importa.

Josevaldo Campos
Foto: G1

sábado, 22 de janeiro de 2011

Peculiaridades

Essa semana viajei da Bahia para o Rio de Janeiro de ônibus, pela primeira vez. Estava ansioso para desfrutar as variações nas paisagens e outras mudanças naturais quando se vai avançando para outras regiões. Ainda no extremo Sul da Bahia, quase no Espírito Santo, paramos para lanchar numa cidade chamada Itamarajú. Local da parada: Posto-hotel Flecha, uma rede presente em muitos quilômetros da BR 101.

Desci do ônibus e, antes de me dirigir à lanchonete, resolvi ir ao toalete. Na entrada do estabelecimento, um homem, de prontidão, oferecia uma comanda para todos do nosso grupo que se aproximava. Dirigi-me ao meu destino inicial e me surpreendi com a qualidade que se encontrava o ambiente. Deu para ver, através dos muitos espelhos que se encontravam no local, minha fisionomia de surpresa. Tudo estava muito limpo e novo, simplesmente impecável e totalmente anormal para o que se costuma presenciar nos postos de parada de “beira de estrada”, como se costuma nomear. Melhor, inclusive, do que o de muitos shoppings de cidades grandes.

Voltei ao ônibus, peguei minha câmera fotográfica e registrei, timidamente, duas fotos. Não ficaram tão legais. Na emoção, acabei não percebendo que a regulagem da máquina não estava apropriada para o ambiente. Sai e me dirigi, com a comanda na mão, até o balcão de atendimento. Era a hora do lanche! Empolgado para um café quente, aproximei da atendente e pedi também um pão de queijo que estava na vitrine. Logo em seguida, um colega do meu grupo se dirige à balconista e pergunta:
 - Quanto é o pão de queijo? – Ela, sem pensar, repete:
 - Pão de queijo – E inicia o procedimento para atendê-lo.
 - Eu perguntei quanto era e ela já foi pegar – Disse ele para mim.
 - Três reais qualquer peça, olha lá – Disse-nos uma terceira pessoa ao nosso lado.
 - Então eu vou querer esse maior aqui, o pastel – Disse ele, apontando fixamente para o alimento, totalmente desproporcional com o meu singelo pão de queijo. “Deve ser de Minas”, pensei, tentando me confortar. Não adiantou. Senti-me lesado e pedi que substituísse meu pequeno mineirinho por um outro salgado. Um fato curioso é que eles (atendentes) não perdem a comanda de vista. Antes mesmo de você decidir o que comer e fazer o pedido eles já estão anotando. E a impressão que se tem o tempo todo é a de que nenhum cliente tem o direito de desistir ou mudar um pedido. Perguntar o preço de alguma coisa, então... Se responderem, a fórmula é certa: valor lá encima e simpatia zero.

Fomos para uma mesa e ficamos a discutir o quanto os preços iam aumentando e o atendimento mudando à medida que seguíamos na direção Sudeste e Sul.
 - Olha ali o que é que está em promoção! – Apontou meu colega.
Olhei para o local indicado e vi sobre a mesa um amontoado de bolachas recheadas. A placa indicava, em destaque: “Promoção! R$2,50”. E o preço nem tava essa Coca-Cola toda!
 - Devem estar vencidas ou perto de vencer. – Arrisquei.
Fui até lá, com uma disposição irreconhecível às 2 horas da manhã, e constatei. Algumas marcavam 01/02 e outras 11/02. Saímos para pagar a conta, mas não sem antes fazermos nossa última observação: preço e limpeza eles têm, agora simpatia, nenhuma.

Josevaldo Campos

Enquanto o trem seguia superlotado...

Na última quarta (19), no Rio de Janeiro, eu e mais três amigos resolvemos ir até a quadra da Portela, a escola de samba. Saímos de metrô do bairro da Tijuca, onde estávamos, e seguimos até a famosa e histórica estação Central. Lá, pegamos um trem com destino à Madureira, bairro do subúrbio do Rio. Era por volta das 18h30, horário de grande fluxo. Sabíamos, pelo número de pessoas que circulava pela estação, que o trem estaria bem cheio, mas jamais poderíamos imaginar que nossa paciência, força e resistência fossem ser testadas ao extremo naquele dia. Quando conseguimos nos aproximar de uma das entradas dos vagões, conseguimos entrar com muita dificuldade.

Depois de muito empurra-empurra, o trem partiu. Enquanto cada um tentava sobreviver e encontrar um espaço para respirar (mexer-se era impossível), um grupo de quatro homens jogavam cartas despreocupadamente, indiferentes às adversidades pelas quais todos estavam submetidos. Quando o trem passava por uma curva, o único suporte que tínhamos para não cair era o corpo das próprias pessoas que desafiavam as leis da física e ocupavam um mesmo espaço.
 - Cuidado com a mesa, cuidado com a mesa – Gritava um dos jogadores ao meu lado, um jovem, trajando um social esporte e munido de todo o seu sotaque carioca.
 - Deixa cair um, deixa cair um que fica vazio – Sugeria ele, sem desviar a atenção do jogo, enquanto o trem ia abandonando uma estação qualquer no percurso.

Conseguimos descer na nossa estação através de muita força e malabarismo. Estávamos todos molhados de suor. Minhas pernas pareciam ter um dos ossos fraturado. O corpo doía. Ainda lembrei de olhar para o trem partindo e ver a calma corriqueira nos olhos dos passageiros, agora mais felizes pelos centímetros conquistados com a nossa saída.

O passeio pela Madureira e a visita à quadra da Portela valeram o sacrifício. Saímos todos de lá vislumbrados com a comunidade e com o coração azul e branco. O trem de volta estava vazio e totalmente sem graça.

Josevaldo Campos

domingo, 26 de dezembro de 2010

As favelas do Rio, as UPPs e a criminalização da pobreza

Muitas pessoas me perguntaram por quê eu não tinha escrito nada sobre as recentes ações da polícia nas favelas do Rio de Janeiro. Respondi-lhes que estava lendo o que especialistas e não-especialistas estavam dizendo sobre o assunto, para me certificar de que minha opinião sobre a total criminalização da pobreza pela polícia não era irrelevante e exclusiva, tampouco que a prática adotada representava qualquer novidade.

A *ocupação das favelas como a do Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro segue o paradigma de que a criminalidade e o tráfico de drogas estão presentes apenas nas comunidades pobres. O que se tenta esconder, com a ajuda da maquiagem posta cuidadosamente pela mídia, são os traficantes poderosos, que moram muito longe das favelas, e disputam o poder do Estado com o próprio Estado, com as milícias... O tráfico de drogas e de armas, no Rio de Janeiro e em qualquer outra parte do mundo, é um negócio muito complexo, que não está à disposição de qualquer morador de favela, desses que são pegos em bailes funks, ou portando uma arma, ou em posse de alguns quilos de cocaína ou de maconha.

O que acontece, e isso eu já disse aqui neste blog em outros textos, é que a polícia não vai invadir o barraco de um branco, para ser modesto. A Rocinha está para a PM assim como São Conrado está para o BOPE. Ninguém quer pagar o preço ou se arriscar a pôr em xeque o sossego de quem mora no Leblon, Ipanema, Copacabana... E essa não é uma realidade exclusiva do povo carioca, repito. MC Leonardo, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk), morador da favela da Rocinha, cantor e compositor, lembra: “Quem abastece as favelas com tantas armas e drogas não vai ter um soldado do BOPE em sua casa, sem mandado judicial, perguntando onde está o seu chefe e lhe ameaçando cobrir a cabeça com um saco plástico”. Acrescento: Nenhum juiz quer emitir mandado judicial para tanto.


Além do problema que envolve a criminalização da pobreza na invasão das favelas, segundo especialistas do Direito, muitas destas operações são ilegais. Para o cientista político e juiz de direito da Associação Juízes para a Democracia (AJD), João Batista Damasceno, as duas primeiras questões, as quais destaco aqui, estão na violação dos domicílios. “A Constituição prevê que a casa é o asilo inviolável do indivíduo, ninguém podendo nela penetrar sem o consentimento do morador, salvo em flagrante de delito, ou desastre, para prestar socorro, ou determinação judicial. A segunda violação é a prisão para averiguação. Segundo a Constituição, um dos direitos fundamentais é que ninguém será preso se não em flagrante de delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária. De antemão, temos duas flagrantes violações à Constituição. As invasões aos domicílios sem nenhum mandado estão sendo feitas sem controle judicial. E o Judiciário também está se omitindo em realizar um controle que lhe compete. Tudo que está sendo feito lá está sendo feito à margem das instituições, da legalidade”.

Em parceria com a mídia, o Estado carioca vai criando para alguns a sensação de segurança, e de que o trabalho das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) darão conta do problema, que é resultado da falta de investimentos em saúde, educação, lazer, segurança... “Matar não adianta nem prender. O Estado tem que entrar com todas as secretarias na favela, não só com a de segurança”, defende MC Leonardo. “Mas, se o Estado der educação, sabe que terá o dobro de gente para fazer esse mesmo debate que estamos fazendo e isso não vai ser bom para eles”, contesta Leninha, diretora da Associação de Moradores da Vila Operária de Duque e Caxias, no Rio.

Há muito o que mudar. Ou melhor, tudo precisa mudar. No caso do Rio de Janeiro, em especial, minha sugestão é que se comece pela postura do então governador, Sérgio Cabral, que defende que “as barrigas das mulheres pobres são fábricas de marginais”. Depois, analisar se a instalação das UPPs como tomada de território dominados pelos traficantes ou pelas milícias pode, verdadeiramente, ajudar no combate ao tráfico de drogas e à criminalidade. Eu não acredito, não dessa forma isolada como se tem feito. Além disso, não vai adiantar muito desarmar o “preto do morro” se o “branco do asfalto” está comercializando, livremente, drogas nas baladas caras da Barra e do Leblon.

Por fim, só me resta recorrer ao questionamento do delegado de polícia Orlando Zaconne, em depoimento à revista Caros Amigos: “O que vai vir depois da polícia?”.

 
* Não sei exatamente porquê, mas, ao ler a palavra, lembrei-me do MST  e de outros movimentos sociais. Achei interessante o uso do termo por grande parte da mídia, ao invés de invasão, expressão muito utilizada por moradores das comunidades durante as operações das polícias. Optei por usar as duas, para evitar debates desnecessários.

Josevaldo Campos
Foto: O Globo Online

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Evento promovido por estudantes discutirá a comunicação como instrumento de combate e superação às opressões

Em abril de 2011, a cidade de Salvador receberá estudantes de comunicação social de várias partes do Brasil para a próxima edição do Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação (ERECOM). O objetivo do encontro, que acontece anualmente, é discutir as diversas vertentes que perpassam a atividade de comunicação, desde a formação nas academias, e também iniciar o debate para a edição nacional (ENECOM), também realizado todos os anos.

Em 2011, o debate será sobre o papel da comunicação como instrumento de combate e superação às opressões, contemplando temas como a democratização da comunicação, criminalização da pobreza, diversidade cultural e discriminação racial. O cenário, segundo membros da organização do evento, não poderia ser mais oportuno, uma vez que Salvador possui uma população com mais de 80% de afrodescendentes e é considerada a cidade mais negra fora do continente africano.

O evento acontecerá de 20 a 24 de abril, na Universidade Católica do Salvador. Maiores informações, acesse: www.erecomsalvador2011.blogspot.com

Josevaldo Campos

sábado, 20 de novembro de 2010

"A minha consciência não tem uma cor. Ela é multicolorida".


A minha consciência não tem uma cor. Ela é multicolorida.
Viva a diversidade e a grandiosidade de quem sabe respeitar as diferenças de cada um.

20 de novembro - Dia da Consciência Negra.

Uma homenagem de Retratos Avessos a todos aqueles que contribuem para a construção de um mundo melhor, de um mundo mais igual.


Josevaldo Campos